19.7.06

 

Dificil é conter o ciumes

Nunca me imaginei sentindo um ciumes doentio, estranha e cruel a sensacao do ciumes. Estranha porque se voce nunca sentiu, passa a agregar um sentimento a mais na sua relacao, como se ja nao huovessem tantos outros com que se preocupar. Cruel, isso sim, muito cruel, pois mescla outros sentimentos, que podem por em risco tudo que existe, isso porque, algumas condicoes sao colocadas em xeque, confianca é uma delas, quando se esta enciumado de forma irracional, a pessoa comeca a perder a razao e entrar no campo dos sonhos e fantasias, fica imaginando coisas, como uma traicao por exemplo. Quando isso acontece, vem a mente dois sentimentos, o primeiro de estar sendo traido, o segundo, de toda confianca existente estar sendo sucumbida por um pensamento idiota. Nao podemos negar que a imaginacao do Homem é muito fertil, e que se ele deixar, os pensamentos voam alem do limite da imaginacao. Duro é quando se percebe que isto esta ocorrendo e que devemos botar os pes no chao novamente. Voltar a entender que nao se passa de um pensamento, e que a confianca existe e esta ali, solida, ate que algum dia ela seja realmente quebrada. Ditado antigo diz para dormir com um oho aberto, é verdade, mas deixar de dormir, é burrice, o que tem que ser sera, esse sim, é muito verdadeiro. Vale falar que nao é facil um recomeco, que tudo é muito estranho, e que se nao tomarmos os cuidados, regar a planta do relacionamento diariamente, tudo pode ser colocado em risco, perdido com apenas uma palavra ou ato. Hojem, posso dizer que curtimos uma nova vida mesmo, porem, as farpas e machucados, ainda nao estao cicatrizados ou totalmente eliminados, a paciencia ainda tera de ser a maior virtude. Tivemos um final de semana otimo, pelo menos para mim, acredito que para ela nem tanto em relacao ao meu, porem, cada dia, tenho mais conviccao de que tudo podera ter o rumo que desejamos.

13.7.06

 

O Passado

Aqui quero deixar um aviso aos Verdadeiros Homens, que nao conseguem perceber a joia preciosa que pode estar ao seu lado.
Posso dizer hoje, com meus 38 anos, que casamos muito cedo, eu tinha apenas 20 e ela, pode acreditar, 16 aninhos, gravida. Porem nao fugi ao amor que sentia, muito menos as minha resopnsabilidades que a partir daquele momento estava assumindo, afinal venho de uma educacao antiga, onde os pais repreenderem os atos errados com umas boas palmadas nao fazia mau a ninguem muito menos dava processo por maus tratos, mas isso eh outra historia.
Como disse casamos cedo, dificuldades diversas, eu ja trabalhava, mas como qualquer jovem recem saido da adolescencia, ainda nao possui patrimonio, muito menos economias. Tudo era dificil, mais complicado. Ela teve uma gravidez ate que tranquila, nasceu nossa primeira filha, que hoje, no auge de sua adolescencia, 17 aninhos, curte a vida ate demais. Tivemos nossas vidas reviradas, sonhos e planejamentos, por agua abaixo, a partir do momento que casamos. Mas com nossa uniao, vieram novos desafios, novos objetivos e acho que ai comecou um grande problema. Minha imaturidade nao permitia ver alem de nariz, era como se eu tivesse certeza que a vida da familia dependesse apenas de um. Nunca percebi ou dei chance para os sonhos que ela tinha, e pelo contrario, arrumava sempre uma maneira de nao deixa-los acontecer. Talvez inseguranca, mas hoje chego a conclusao que era mais um egoismo e machismo que havia herdado da propria educacao, nao que estivesse errado, mas no nosso caso, isso nao daria certo. Meu jeito muito explosivo tambem contribuia para uma vida com muitos desencontros. Nao foram poucas as vezes em que lembro de atitudes e comportamentos desastrados, sem razao de ser, brigas por nenhum motivo. Aguns poucos anos se passaram uns quatro anos e meio, ate que veio uma separacao, desejada por mim, ja nao suportava a pressao do casamento, a vida sem muito dinheiro, a responsabilidade, enfim, so conseguia ver o lado ruim. Pudesse o tempo voltar, eu jamais a teria deixado aquele dia. Sai sem destino, e voltei na mesma noite, lembro como se fosse hoje, a maneira como ela me pediu, quase implorou, que eu nao fosse embora. Ela chegou a ajoelhar aos meus pes, e eu frio, nao sabia o grande primerio mau que estava fazendo a ela.
A partir dali, tivesse um tempo de tregua, que nao durou muito, desta vez sai de casa, fui morar numa republica com amigos. Fiquei por la uns 3 meses, aprendi que eu tinha ciumes dela, que sentia a falta dela. E novamente, meu egoismo falava mais alto, decidi voltar sem avisar, e ela, me aceitou de novo. Nesse periodo, em que estavamos separados, saiamos durante os finais de semana, namoravamos, e nos viamos todos os dias, pois nao deixei de visitar minha filha um dia que fosse. Foi um recomeco sem planejamento, onde tudo estava do mesmo jeito, nao mudamos em nada nossa maneira de ser e assim, mais um grande erro.

 

O Recomeço...

Meu relato vai comecar pelo inicio de uma nova vida, pelo menos uma tentativa.
Com o tempo irei contar as evidencias que levaram um casamento quase ao fim da linha.

11 de julho de 2006....23:00.....

- Então a partir de amanhã, não falamos mais nisto, certo?
Essas foi minha frase, depois de uma exaustiva conversa com minha esposa.
Dezoito anos se passaram, e por um instante, achei que tudo tinha acabado, mas não! Ela aceitou tentar novamente:
- Vamos virar a pagina e comecar uma nova. Disse ela.
Eu abrado ao corpo dela, adormecemos.

12 de julho de 2006....7:00...

Deixei para trabalhar de carro, pois meu horario de sair para o trabalho é mais cedo que o dela, eu nao conseguiria ve-la acordada, no primeiro dia de recomeco. Nosso "Bom dia" nao foi muito diferente dos dias anterios, um pouco seco, sem muita alegria nos olhares. Eu a vi saindo para trabalhar, um dia frio, com muita neblina.
A noite ao nos encontrarmos , nao foi muito diferente tambem, palavras curtas expressavam que ainda nao estavamos de bem, fosse um com ou outro, ou cada um consigo mesmo. Saimos para fazer compras , onde tivemos alguns dialogos um pouco mais longos.
Ja em casa, conversamos sobre o dia de servico, o ambiente de trabalho, ela me contava como estavam sendo seus dias passados no servico. Casos de amigos e companheiros de trabalho, aborrecimentos etc. Por mais uma noite, eu abracado a ela, adormecemos.

13 de juho de 2006

Encontrei uma materia muito interessante sobre recomeco:

O fim de um casamento pode ser apenas o seu começo. Muitos casais chegam a tomar a decisão de terminar o relacionamento. É chegada a hora. Não tem mais jeito. Será verdade? A verdade surge na hora de colocar essa decisão no papel; na hora de dividir seus papéis, suas responsabilidades, seus bens e na hora de se vislumbrar totalmente sozinho depois de alguns - ou muitos - anos vivendo sob o mesmo teto, dividindo a mesma cama, as mesmas dificuldades, as mesmas alegrias e sonhos.
Se nesta hora a dúvida pesar sobre a decisão é sinal de que o casamento, ou a relação, não chegou ao fim. Que tal então dar uma chance para um novo pacto, repactuar o casamento ou recasar? Ambos, com as experiências da própria relação - o que deu certo, o que deu errado, aquilo que irritou, aquilo que magoou -, podem recriar a relação.
Só que neste momento, as mágoas são tantas que as raivas falam mais alto ou até mesmo a indiferença. Parece impossível recasar com o mesmo par. Na realidade, este casamento está sofrendo de uma doença chamada colusão, ou seja, rompido, maltratado mesmo. E neste momento entra a traição, que pode ser tanto outra pessoa, quanto a bebida, a droga - lícita ou ilícita -, a TV, o carro, trabalho em excesso etc. Menos o prazer da companhia do outro e a vontade de voltar para casa.
Aí você fica a se questionar: será que a dificuldade de sair de perto é por causa do teto quente? Da companhia dos filhos no dia-a-dia? Da divisão dos bens? Ter que recomeçar "tudo" de novo? Ou será apenas uma dependência emocional? Ou pior: o medo de descobrir que era amor adoecido e que ainda havia chance?
Quando falamos em recasamento, falamos que este casamento realmente acabou, este contrato não existe mais, pois naquela relação houve mudanças de idéias, hábitos, comportamentos, sonhos que não haviam sido combinados antes. Daí vem a insegurança, a falta de diálogo e achismos.
Trata-se de um momento que exige muito cuidado, muita reflexão - e de preferência um tratamento com profissional da área para ter a coragem de se falar tudo o que não foi dito antes pelo medo da perda. Verdades tão escondidas que se tornaram feridas emocionais ou até mesmo físicas. Afinal, o que se tem a perder quando se acha que se perdeu tudo?
É neste momento que a pessoa se sentirá liberta para avaliar o que realmente sente pelo outro. É neste momento que se pode estabelecer um novo contrato de recasamento ou sair com a coragem de recomeçar a própria vida, com - se possível - o apoio e amizade do outro, sem egoísmos, pois envolverá pessoas, sentimentos e luto.
Para não se chegar a este ponto, devemos nos separar todos os anos da mesma pessoa e nos recasarmos com ela. Sabe de que forma? Emagrecendo aqueles quilos a mais; não depositando a sua vida na mão do outro para não haver cobranças descabidas; deixar de ser pai e mãe no mínimo uma vez por mês para dar suas escapadas, como um simples casal de namorados que acha graça de tudo, ficar ruborizado ou sem graça diante da surpresa de uma novidade a dois.
Imaginemos uma empresa que para se manter e continuar crescendo necessita de reuniões constantes, tanto com todos os membros quanto apenas com a direção, onde tudo será falado, de bom ou de ruim, assim deve ser a boa relação do casal e da família, sempre buscando o novo e o verdadeiro. Nunca fingindo quê... Ah, isso vale para o futuro do recasamento.


Colaboração do jornalista Anibal Pinto
Ana Stuarté psicóloga e terapeuta familiar

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