13.7.06

 

O Recomeço...

Meu relato vai comecar pelo inicio de uma nova vida, pelo menos uma tentativa.
Com o tempo irei contar as evidencias que levaram um casamento quase ao fim da linha.

11 de julho de 2006....23:00.....

- Então a partir de amanhã, não falamos mais nisto, certo?
Essas foi minha frase, depois de uma exaustiva conversa com minha esposa.
Dezoito anos se passaram, e por um instante, achei que tudo tinha acabado, mas não! Ela aceitou tentar novamente:
- Vamos virar a pagina e comecar uma nova. Disse ela.
Eu abrado ao corpo dela, adormecemos.

12 de julho de 2006....7:00...

Deixei para trabalhar de carro, pois meu horario de sair para o trabalho é mais cedo que o dela, eu nao conseguiria ve-la acordada, no primeiro dia de recomeco. Nosso "Bom dia" nao foi muito diferente dos dias anterios, um pouco seco, sem muita alegria nos olhares. Eu a vi saindo para trabalhar, um dia frio, com muita neblina.
A noite ao nos encontrarmos , nao foi muito diferente tambem, palavras curtas expressavam que ainda nao estavamos de bem, fosse um com ou outro, ou cada um consigo mesmo. Saimos para fazer compras , onde tivemos alguns dialogos um pouco mais longos.
Ja em casa, conversamos sobre o dia de servico, o ambiente de trabalho, ela me contava como estavam sendo seus dias passados no servico. Casos de amigos e companheiros de trabalho, aborrecimentos etc. Por mais uma noite, eu abracado a ela, adormecemos.

13 de juho de 2006

Encontrei uma materia muito interessante sobre recomeco:

O fim de um casamento pode ser apenas o seu começo. Muitos casais chegam a tomar a decisão de terminar o relacionamento. É chegada a hora. Não tem mais jeito. Será verdade? A verdade surge na hora de colocar essa decisão no papel; na hora de dividir seus papéis, suas responsabilidades, seus bens e na hora de se vislumbrar totalmente sozinho depois de alguns - ou muitos - anos vivendo sob o mesmo teto, dividindo a mesma cama, as mesmas dificuldades, as mesmas alegrias e sonhos.
Se nesta hora a dúvida pesar sobre a decisão é sinal de que o casamento, ou a relação, não chegou ao fim. Que tal então dar uma chance para um novo pacto, repactuar o casamento ou recasar? Ambos, com as experiências da própria relação - o que deu certo, o que deu errado, aquilo que irritou, aquilo que magoou -, podem recriar a relação.
Só que neste momento, as mágoas são tantas que as raivas falam mais alto ou até mesmo a indiferença. Parece impossível recasar com o mesmo par. Na realidade, este casamento está sofrendo de uma doença chamada colusão, ou seja, rompido, maltratado mesmo. E neste momento entra a traição, que pode ser tanto outra pessoa, quanto a bebida, a droga - lícita ou ilícita -, a TV, o carro, trabalho em excesso etc. Menos o prazer da companhia do outro e a vontade de voltar para casa.
Aí você fica a se questionar: será que a dificuldade de sair de perto é por causa do teto quente? Da companhia dos filhos no dia-a-dia? Da divisão dos bens? Ter que recomeçar "tudo" de novo? Ou será apenas uma dependência emocional? Ou pior: o medo de descobrir que era amor adoecido e que ainda havia chance?
Quando falamos em recasamento, falamos que este casamento realmente acabou, este contrato não existe mais, pois naquela relação houve mudanças de idéias, hábitos, comportamentos, sonhos que não haviam sido combinados antes. Daí vem a insegurança, a falta de diálogo e achismos.
Trata-se de um momento que exige muito cuidado, muita reflexão - e de preferência um tratamento com profissional da área para ter a coragem de se falar tudo o que não foi dito antes pelo medo da perda. Verdades tão escondidas que se tornaram feridas emocionais ou até mesmo físicas. Afinal, o que se tem a perder quando se acha que se perdeu tudo?
É neste momento que a pessoa se sentirá liberta para avaliar o que realmente sente pelo outro. É neste momento que se pode estabelecer um novo contrato de recasamento ou sair com a coragem de recomeçar a própria vida, com - se possível - o apoio e amizade do outro, sem egoísmos, pois envolverá pessoas, sentimentos e luto.
Para não se chegar a este ponto, devemos nos separar todos os anos da mesma pessoa e nos recasarmos com ela. Sabe de que forma? Emagrecendo aqueles quilos a mais; não depositando a sua vida na mão do outro para não haver cobranças descabidas; deixar de ser pai e mãe no mínimo uma vez por mês para dar suas escapadas, como um simples casal de namorados que acha graça de tudo, ficar ruborizado ou sem graça diante da surpresa de uma novidade a dois.
Imaginemos uma empresa que para se manter e continuar crescendo necessita de reuniões constantes, tanto com todos os membros quanto apenas com a direção, onde tudo será falado, de bom ou de ruim, assim deve ser a boa relação do casal e da família, sempre buscando o novo e o verdadeiro. Nunca fingindo quê... Ah, isso vale para o futuro do recasamento.


Colaboração do jornalista Anibal Pinto
Ana Stuarté psicóloga e terapeuta familiar

Comments:
Estamos tentando um recomeço.É para mim bem complicado,estamos pisando em ovos.Não acredito que seja facil voltar a confiar nele.
 
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